segunda-feira, 1 de julho de 2013

Marketing Multinível Evangélico | Mundo Gospel

Como Algumas Igrejas Fazem Negócios Da Fé: O Cajado Do Marketing Multinível




As semelhanças entre o Marketing Multinível e determinadas igrejas evangélicas neopentacostais parecem ser inegáveis realmente. O Mundo Gospel está repleto de crentes gananciosos e isso vai do cantor ao pregador. Fala-se em oferta para não usar o termo dinheiro, fala-se de honra para não usar o termo fama, fala-se em prosperidade para não usar o termo lucro. A jogatina está impregnada no seio da igreja, mas o que está em jogo é o negócio da fé. Assim como nas oportunidades de negócios, a realização dos seus sonhos e a mudança de qualidade de vida.

Eu já participei de centenas de reuniões de marketing multinível. Se esse é o seu caso, você sabe do que o pr. Paulo Júnior está falando. O modelo de avivamento/crescimento adotado é o mesmo das empresas: reuniões onde se apresenta a visão e o que se pode ganhar com ela. Além disso, o lado cruel também é o mesmo: pessoas são descartáveis. Não aceitou o negócio (doutrina da igreja), não é a empresa (igreja) que não serve pra ela, mas sim ela que não serve para a empresa (igreja). Saíram 10 distribuidores (ovelhas)? Chegarão mais 10 para cada um que saiu.

Se você não acredita, pesquise sobre quantos anos os membros tem de igreja. O fenômeno do neopentecostalismo abaixou demais a média fazendo com que membros mais antigos tenham no máximo cinco anos de igreja, salvo exceções. Por que será? Por que será que existe uma rotatividade tão grande na membresia dessas denominações assim como existe nas empresas de MMN cujos distribuidores mais antigos não tem mais que cinco anos de casa?

Outros Traços Do Marketing Multinível Evangélico


1) Apelo emocional fortíssimo através da música. Tanto em reuniões de empresa quanto de igrejas o fato música é importantíssimo como persuasão. No caso dos cultos, normalmente, a hora do "apelo" é regada de música instrumental de baixa frequência o que gera uma sensação de conforto no ouvinte por causa das ondas neurais mais em ritmo menor. Palavras-chaves são usadas como gatilhos mentais que ajudam o ouvinte a tomar a sua decisão (assinar o contrato).

2) Euforia. É bem comum assim como nas reuniões das empresas haver grande receptividade ao convidado para ele sentir-se parte daquilo. Acolhido, ele fica eufórico porque nunca fora tão bem recebido na vida. Ele é a estrela daquele dia e a sensação de que as pessoas realmente se importam simplesmente explode se ele tiver a chance de conhecer o pastor (o distribuidor mais famoso da compainha).

3) Promoção dos homens! Nas empresas é estratégica a promoção mútua entre o líder e o liderado, pois, faz o convidado se sentir próximo de quem é "o cara". Na igreja, idem. Apresenta-se a pessoa pra meio mundo, pros líderes, pro pastor e não é incomum ser adjetivado com um "cola com esse cara". Desta maneira, já acontece um quebra-gelo e o visitante sente-se amparado afinal é o amigo de fulano.

Porque você não quer que seja assim não significa que não é assim!

Permaneçamos firmes!




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